A Mitologia Grega pode não estar mais em nossa atualidade (pelo menos com tanta frequência), porém, ela não tem fim, e vai continuar perpetuando por mais gerações gerações!
A Mitologia Grega pode não estar mais em nossa atualidade (pelo menos com tanta frequência), porém, ela não tem fim, e vai continuar perpetuando por mais gerações gerações!


Semelhanças e diferenças
A mitologia, a ciência, a filosofia, o senso comum, a religião e a arte, são todas formas de conhecimento, pelos quais tenta-se desvendar mistérios, segredos, e achar uma explicação ou um sentido para o mundo. Apesar desta semelhança entre eles, é possível identificar algumas diferenças.
Após a análise das influencias, podemos perceber que a concepção mitológica ainda pode ser utilizada por algumas pessoas, especialmente em casos, nos quais a ciência não é suficiente.
Algumas características da mitologia grega são percebidas, principalmente na cultura Ocidental. As ciências e o nome dado a elas são todas de origem grega: a matemática, a física, a biologia, a zoologia, a geografia, a historia e a própria filosofia. A ética, a democracia e a política também fazem parte do quadro de heranças mitológicas que guardamos e usamos nos dias de hoje.
Era de Ferro – Caracterizava-se por doenças, a velhice e a morte; a ignorância do amanhã, as angústias diárias e as incertezas do futuro, e a necessidade aflitiva de trabalho, de sofrer e batalhar na terra para obter o alimento. A causa de tudo foi o desafio a Zeus por parte de Prometeu e o envio de Pandora, “o mal amável”, o “mal tão belo” que retomou a todos os males que estavam encerrados, e as desgraças despejaram-se pelo mundo; restou, todavia, a Esperança, e a escolha entre o bem e o mal. Já não existe mais a abundância da Era de Ouro; toda riqueza adquirida tem o seu preço. Para a Era de Ferro a terra e a mulher são simultaneamente princípios de fecundidade e potências de destruição: consomem a energia do homem, destruindo-lhe os esforços; esgotam-no, entregando-o à velhice e à morte, “ao depositar no ventre de ambas” o fruto de sua fadiga.
Era dos Heróis – Foram criados por Zeus, uma “raça mais justa e mais brava, raça divina dos heróis, que se denominam semideuses”. Eles formavam dois escalões: os que, como os homens da era de bronze, se deixaram embriagar pela violência e pelo desprezo pelos deuses e os que, como guerreiros justos, reconhecendo seus limites, aceitaram submeter-se à ordem superior. O primeiro escalão, os heróis, após a morte, são como os da Era de Bronze, lançados no Hades, onde se tornam mortos anônimos; o segundo, os heróis, recebem como prêmio, a Ilha dos Bem Aventurados, onde viverão para sempre como deuses imortais.
Era de Bronze - Os homens da raça de bronze foram criados por Zeus, e nasceram a partir do freixo (lança ou dardo feito de madeira especial. Assim, do plano religioso e jurídico se passou às manifestações da força bruta e do terror. Já não mais se fala de justiça, do justo ou do injusto, ou de culto aos deuses. Os homens da Era de Bronze pertencem a uma raça que não come pão, quer dizer, são de uma era que não se ocupa com o trabalho da terra. Não são aniquilados por Zeus, mas sucumbem na guerra, uns sob os golpes dos outros, domados “por seus próprios braços”, isto é, por sua própria força física. Filhos da lança, indiferente aos deuses, os homens da raça de bronze, como os Gigantes, após a morte, foram lançados no Hades por Zeus, onde se dissiparam no anonimato da morte.